Cloroquina: Novo protocolo pode ser publicado hoje, disse Bolsonaro

Presidente da República, Jair Bolsonaro. Foto: Marcos Corrêa / PR

[Foto: Marcos Corrêa / PR]

O Presidente Jair Bolsonaro, disse nessa terça – feira (19) que o Ministério da Saúde vai publicar nesta quarta-feira (20), um novo protocolo para o uso da cloroquina e da hidroxicloroquina para os pacientes que sejam diagnosticados com o novo coronavírus. Não há estudos que comprovem a eficacia do uso do medicamento.

“Amanhã cedo, o ministro da Saúde vai assinar o novo protocolo da cloroquina. O último protocolo era de 31 de março, permitia a cloroquina apenas em casos graves. E agora não, esse novo protocolo é a partir dos primeiros sintomas. Quem não quiser tomar não toma”, afirmou.

Sorrindo, o Presidente disse: “quem for de direita toma cloroquina, quem for de esquerda toma tubaína.” A tubaína é um refrigerante feito à base de guaraná e típico do interior do estado de São Paulo.

Na mesma ocasião o Presidente comentou a decisão de Donald Trump, Presidente dos Estados Unidos, que decidiu tomar a hidroxicloroquina de maneira preventiva. Trump anunciou na segunda-feira (18) que após conversar com o médico da Casa Branca e com profissionais da linha de frente no enfrentamento da COVID-19, decidiu fazer o uso do medicamento e que se sente bem após uma semana sob o uso da hidroxicloroquina.

No final de março, o Ministério da Saúde incluiu a sugestão de uso da cloroquina em casos de pacientes que sejam hospitalizados pela COVID-19 e passem por gravidade média ou alta. No entanto, manteve a norma que cabe ao médico a decisão de prescrever ou não o medicamento para o paciente. A pasta informou ainda, que, na ocasião distribuiu ceca de 3,4 milhões de doses da cloroquina para o SUS nos estados. Na norma enviada aos estados, o Ministério da Saúde, prevê que o uso do tratamento seja realizado pelo prazo de cinco dias e é indicado apenas para os pacientes que estejam hospitalizados.

O Conselho Federal de Medicina (CFM), autorizou a prescrição da cloroquina em situações específicas, inclusive em casos leves, mas não recomenda seu uso.

O Presidente Bolsonaro comentou também sobre o novo Ministro Interino da Saúde em seu governo, Bolsonaro elogiou o General Eduardo Pazuello, nomeado após a exoneração de Nelson Teich. Segundo o Presidente, não há pressa para a nomeação do novo Ministro da Saúde.

“Por enquanto, deixa lá o general Pazuello, está indo muito bem, uma pessoa inteligente. É um gestor de primeira linha, graças a ele tivemos a Olimpíada do Rio de Janeiro”, afirmou o Presidente.

Pazuello é militar e foi coordenador logístico de tropas do Exército durante os Jogos Olímpios e Paralímpicos no Rio de Janeiro. O General também foi o coordenador da Operação Acolhida, onde prestou assistência aos imigrantes Venezuelanos na fronteira do Brasil com a Venezuela.

O General Eduardo Pazuello foi nomeado para ser o segundo no comando da pasta da Saúde ao mesmo tempo em que Nelson Teich assumiu o Ministério, ocupando o lugar de Luiz Henrique Mandetta. Teich e Mandetta deixaram o comando da pasta após divergências com o Presidente, como a liberação do uso da cloroquina em casos de pessoas infectadas pelo novo coronavírus no âmbito do SUS. Teich chegou a dizer que o medicamento pode causar efeitos colaterais e que sua aplicação deve ser consentida pelo médico e pelo paciente em tratamento.

Bolsonaro comentou também sobre a saída de Nelson Teich do comando do Ministério da Saúde. “Continua meu amigo, ele deu a coletiva dele sem problema nenhum, ele acho que era o caso de sair. Eu não vou entrar em detalhe. Gosto dele, tô quase apaixonado por ele,” disse o Presidente. E acrescentou que o ex-ministro realiza ligações para o Ministro interino para passar dicas e observações. Segundo o Presidente, Teich permanece discreto, “sem aparecer,” afirmou.

Nessa segunda-feira (18), o Chefe do Gabinete de Segurança Institucional, General Augusto Heleno, concedeu uma entrevista para a Rádio Bandeirantes onde disse que era perceptivo que Nelson Teich se sentia constrangido e desconfortável no cargo. Nelson Teich permaneceu como Ministro da Saúde pelo período de 28 dias.

Bolsonaro também criticou o antecessor de Teich, Luiz Henrique Mandetta. Para Bolsonaro, Mandetta segue criticando, mas que deseja boa sorte para ele. “Que continue sua carreira aí fora, tá certo? E vá ser feliz, não tenho mágoa com ninguém”,disse o Presidente.