Deputada Flordelis indiciada por homicídio triplamente qualificado e outros crimes

[Foto: Michel Jesus / Câmara dos Deputados]
[Texto: ASCOM – Assessoria de Comunicação / PCRJ]

A Secretaria de Estado de Polícia Civil (Sepol), por meio da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá (DHNSGI), em ação conjunta com o Ministério Público Estadual (MP-RJ), realiza, na manhã desta segunda-feira (25/08), a “Operação Lucas 12”, para cumprir nove mandados de prisão e 14 de busca e apreensão contra onze envolvidos na morte do Pastor Anderson do Carmo de Souza. A ação ocorre em endereços da Capital, de Niterói e São Gonçalo, na região Metropolitana do Rio, e em Brasília, no Distrito Federal.

O pastor Anderson do Carmo foi assassinado dentro da própria casa no bairro Badu, em Niterói, no dia 16 de junho do ano passado. Na ocasião, a esposa da vítima, a deputada federal Flordelis dos Santos de Souza, relatou em depoimento e à imprensa que o pastor teria sido morto durante um assalto. Ela informou ainda que eles tinham sido seguidos por elementos suspeitos em uma moto quando retornavam para casa.

De acordo com o delegado Allan Duarte, titular da DHNSGI, a primeira fase da investigação identificou Flávio dos Santos Rodrigues, filho biológico da deputada, como executor do crime e Lucas César dos Santos, filho adotivo do casal, como a pessoa que comprou a arma utilizada no assassinato.

Ainda segundo o delegado, o inquérito foi desmembrado e na segunda fase da apuração ficou constatado, a partir de provas e ações de inteligência, que Flordelis foi a mandante do homicídio do marido. A principal motivação teria sido a disputa de poder e a emancipação financeira dela.

A deputada foi indiciada pelo crime de homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio, falsidade ideológica, uso de documento falso e organização criminosa majorada. A DHNSGI vai encaminhar à Câmara dos Deputados Federal cópia do inquérito com resultado da investigação para adoção de medidas administrativas cabíveis. O procedimento poderá levar ao afastamento da parlamentar para que ela responda pelo crime na prisão.

Fonte: ASCOM – Assessoria de Comunicação / PCRJ