Especialistas da UFRJ recomendam fechamento de praias e suspensão de eventos no RJ para conter a COVID-19

[Foto: Richard Souza/AN]

Especialistas da área de saúde da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) divulgaram, na tarde desta terça-feira (01/11), uma nota técnica solicitando a implantação de medidas consideradas urgentes para o combate ao disseminação dos casos do novo coronavírus.

O documento assinado por um grupo multidiciplinar de cientistas da Universidade, sugere algumas medidas. São elas:

  • Abertura imediata de leitos hospitalares;
  • Realização de ampla testagem;
  • Ampliação da oferta de transporte público;
  • Suspensão imediata de eventos presenciais;
  • Fechamento das praias;
  • Avaliação da decretação de lockdown (isolamento social severo).

Roberto Medronho, Epidemiologista da UFRJ, explica que o aumento de casos é fruto das aglomerações que estão acontecendo: “O aumento do número de casos é sustentado. Não se trata de uma flutuação, que aumenta em uma semana e diminui na outra. E é claro: isso tudo é fruto das aglomerações que vêm ocorrendo nos últimos tempos – inclusive nas eleições”, disse.

Segundo o Epidemiologista, os eventos realizados ao ar livre, em que as pessoas estejam utilizando suas máscaras e respeitando o distanciamento social não apresentam riscos. Medronho destacou ainda, que, a quantidade de pessoas concentradas em um mesmo local também se torna fundamental para a disseminação do vírus.

“Em parques ao ar livre, por exemplo, é possível fazer um controle da quantidade de pessoas que entram em saem. No entanto, em eventos sociais de grande proporções, como alguns bailes, onde não há uma fiscalização, a aglomeração é muito grande. O mesmo ocorre em bares, tanto em comunidades em comunidades mais vulneráveis do ponto de vista econômico, como também na Zona Sul do Rio. Toda e qualquer aglomeração, sem medidas protetivas, representa um risco elevadíssimo de transmissão”.

De acordo com o especialista, mesmo que não seja implantado um lockdown total, será necessário que alguns setores e algumas regiões retrocedam no afrouxamento das medidas de combate à Covid-19.