Pandemia: Prefeitos buscam ampliar leitos para a COVID-19 com diferentes estratégias

Enfermaria / Leitos de hospital

[Foto: Richard Souza / Arquivo / AN]

Diante do crescente número de casos de COVID-19 no Brasil, associado à carência de leitos hospitalares (especialmente leitos de CTI), diversas prefeituras estão ampliando suas capacidades de atendimento através de diferentes estratégias.

Na cidade de Araruama, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, a prefeita Livia Soares Bello da Silva assinou na última sexta-feira (20/03) o Decreto Nº 064 de 2020, no qual requisita para ocupação imediata as instalações do Hospital São Silvestre, assim como os equipamentos e materiais existentes no local, para tratamento e internação de pacientes acometidos pela COVID-19. No decreto afirma que irá inventariar os equipamentos encontrados “para posterior pagamento de justa indenização”.

Em Belo Horizonte, capital mineira, o caminho pelo qual o prefeito Alexandre Kalil planeja conseguir mais 200 leitos de enfermaria e 60 leitos de CTI será a utilização do prédio do Instituto Orizonti (hospital que encontra-se em obras). Para isso deverá fazer a aquisição de equipamentos em caráter de urgência.

Em Duque de Caxias o prefeito Washington Reis comprou as antigas instalações do hospital Casa de Saúde São José, onde acredita disponibilizar pelo menos 100 novos leitos exclusivos para o atendimento de pacientes com a COVID-19.

Na cidade de João Pessoa a reabertura de 2 (dois) hospitais deverá ser o caminho adotado pelo prefeito Luciano Cartaxo. O plano é reabir as antigas instalações do Hospital de Traumatologia e Ortopedia da Paraíba (HTOP) e do antigo Hospital 13 de Maio.

Na cidade de Natal, capital do Rio Grande do Norte, o prefeito Álvaro Dias planeja montar hospital de campanha no hotel Parque da Costeira, do qual recebeu Mandato de Emissão de Posse, onde existem 320 leitos sem ocupação, segundo o prefeito.

Em Niterói, o prefeito Rodrigo Neves Barreto optou pela estratégia de arrendar por 1 (um) ano o hospital Oceânico, localizado em Piratininga, para servir de polo de atendimento à pacientes da COVID-19. Essa ação deve resultar em um acréscimo de 140 leitos à rede do município.

Na cidade do Rio de Janeiro, capital carioca, o prefeito Marcelo Crivella considera montar hospitais de campanha com ajuda do Comando Militar do Leste, no Centro de Convenções do Rio Centro. Está parceria já ocorreu antes, quando foram montados hosptiais de campanha para atendimento de pacientes com Dengue.

Na cidade de São Paulo a estratégia para ampliar o número de leitos está sendo a montagem de hospitais de campanha em estádios de futebol. A prefeitura pretende, dessa forma, abrir 200 leitos no Estádio do Pacaembu e mais 1.800 leitos no Estádio do Anhembi, segundo declarou o prefeito Bruno Covas.

Em Uberlândia o prefeito Odelmo Leão optou por requisitar o prédio do Hospital Santa Catarina, fechado desde 2016, onde pretende ampliar o número de leitos de internação (incluindo 20 leitos de CTI) durante o período de combate à pandemia.